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O Theatro Treze de Maio foi fundado em 1890. A sua fundação foi uma consequência dos movimentos culturais da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, no final do século XIX. O município tinha cerca de 25 mil habitantes e encontrava-se em extraordinário crescimento. A chegada da ferrovia, dos trilhos e dos trens, em 1885, foi fundamental para alavancar o desenvolvimento econômico, social, político, cultural e urbano da cidade, protagonista no desenvolvimento do transporte ferroviário brasileiro.

Um Sonho em Construção

 

As ações para a construção de um teatro na cidade foram noticiadas por um jornal local em setembro de 1888. Comemorava a iniciativa do farmacêutico e empresário João Daudt Filho. Pouco tempo depois, no dia 27 de janeiro de 1889, um grupo de amigos da sociedade santa-mariense, liderados por João Daudt Filho, uniu-se em torno deste objetivo. Durante a assembleia, realizada na Câmara Municipal, foi constituída uma sociedade anônima por ações, chamada Sociedade 13 de Maio. Em reunião foram subscritos 20 contos de réis, um terço do capital necessário para a construção.

Os primeiros recursos foram destinados às providências iniciais, para fazer o lançamento das ações, projetar a planta, adquirir a madeira que havia sobrado da demolição da Igreja Matriz e, finalmente, edificar o prédio localizado na Praça Saldanha Marinho, centro da cidade. O projeto inicial ficou sob a responsabilidade do arquiteto Julius Weise. O projeto subsequente teve autoria do ator e diretor de carpintaria teatral Augusto Boldrini. Para as obras, Julius Weise contou com a colaboração do construtor Cesar Daccorso, um italiano radicado em Santa Maria. João Daudt Filho organizou uma sociedade dramática, da qual foi diretor e ator. O dinheiro adquirido com os espetáculos era utilizado para pagar a construção e equipamentos. Assim, em 1890, foi inaugurado o Theatro Treze de Maio, dando início a uma intensa atividade cultural durante pouco mais de duas décadas.

 

O jornal Diario do Interior divulga a venda do Theatro Treze de Maio à Intendência Municipal em 1913. A partir deste período o espaço serviu a outros propósitos. Foi sede da Redação do Diario do Interior, da sucursal do Jornal do Estado, da Junta de Alistamento Militar e do Santa Maria Aero Sport. Por décadas, até 1992, o antigo casarão abrigou a Biblioteca Pública Municipal e um Centro Cultural. O teatro foi reaberto em 26 de maio de 1997. A reconstrução deste espaço, que durante anos serviu a diferentes finalidades e negócios, representou o mais árduo e exitoso exemplo de empreendedorismo cultural. Uma curiosidade: ele foi assim denominado em homenagem à Abolição da Escravatura no Brasil.

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